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Tiago Oliva Schietti
Notícias

A modernização silenciosa que está redefinindo o setor funerário como infraestrutura urbana essencial

Por Nathan Corwin
junho 17, 2026
8 Min de leitura
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Tiago Oliva Schietti

Como empresário do setor cemiterial e funerário, Tiago Oliva Schietti observa que o setor funerário atravessa uma mudança estrutural que não se anuncia de forma evidente, mas se consolida em camadas técnicas, administrativas e urbanas. Essa transformação não se limita a novas ferramentas ou serviços isolados; ela altera a lógica de funcionamento de um segmento historicamente associado a práticas tradicionais e baixa integração tecnológica.

Contents
A modernização que não se apresenta como ruptura, mas como reorganização estruturalO erro recorrente de tratar gestão cemiterial como estrutura imutávelO impacto invisível da digitalização nos bastidores operacionaisPor que a infraestrutura cemiterial começa a ser tratada como tema urbano estratégico?O desalinhamento entre expectativas sociais e estruturas ainda em adaptaçãoA modernização silenciosa como processo contínuo de reconfiguração do setor

O ponto central dessa mudança é que a modernização não surgiu como ruptura, mas como ajuste progressivo às exigências de gestão, urbanização e expectativa social. Em muitas cidades, a pressão por eficiência, transparência e planejamento de longo prazo passou a alcançar também os serviços cemiteriais e de memorialização, reposicionando o setor dentro do debate de infraestrutura urbana.

Nesse cenário, não se trata apenas de atualizar processos, mas de reconfigurar a forma como esses serviços se conectam com o planejamento das cidades e com a organização das famílias. O que parecia um movimento discreto revela, na prática, uma mudança sistêmica ainda em consolidação.

Interessado em saber mais? Leia o artigo a seguir!

A modernização que não se apresenta como ruptura, mas como reorganização estrutural

O avanço tecnológico no setor funerário não seguiu o padrão de outras indústrias digitais, com disrupções visíveis e substituição imediata de modelos anteriores. O que se observa é uma reorganização interna, onde sistemas de gestão, digitalização de registros e integração operacional foram sendo incorporados gradualmente, muitas vezes sem alterar a aparência externa das operações.

Tiago Oliva Schietti é frequentemente associado a essa leitura de evolução silenciosa, na qual a transformação ocorre mais nos bastidores administrativos do que na experiência imediata percebida pelos usuários. Essa característica faz com que o processo seja subestimado por parte do mercado, embora seus efeitos sejam profundos na eficiência e na previsibilidade dos serviços.

O resultado é um setor que, embora preserve elementos tradicionais em sua forma, passa a operar com lógica mais próxima de outras infraestruturas urbanas, como saúde e gestão pública, onde dados, controle e planejamento assumem papel central.

O erro recorrente de tratar gestão cemiterial como estrutura imutável

Um dos principais entraves à modernização está na percepção de que a gestão cemiterial seria um sistema estático, pouco sensível a mudanças tecnológicas ou de comportamento. Essa leitura, ainda presente em parte do mercado, limita a adoção de práticas mais integradas e reduz a capacidade de resposta a demandas crescentes.

Nesse contexto, Tiago Oliva Schietti expressa a necessidade de superar essa visão de imutabilidade, especialmente quando o tema envolve governança operacional e planejamento urbano. A resistência à mudança não está apenas na tecnologia, mas na forma como o setor foi historicamente interpretado.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Logo que essa percepção persiste, o efeito prático é o acúmulo de ineficiências: sistemas desconectados, baixa padronização de processos e dificuldade de integração com políticas urbanas mais amplas. O problema, portanto, não é técnico isolado, mas estrutural.

O impacto invisível da digitalização nos bastidores operacionais

A digitalização no setor não se traduz apenas em ferramentas visíveis ao público, mas em uma reorganização profunda dos fluxos internos de informação. Registros, administração de espaços e controle operacional passaram a depender de sistemas mais robustos, capazes de lidar com volumes crescentes de dados e demandas mais complexas.

Tal como explica o empresário do setor cemiterial e funerário, Tiago Oliva Schietti, essa digitalização altera a lógica de eficiência, reduzindo margens de erro e permitindo maior previsibilidade na gestão de infraestrutura cemiterial. O impacto mais relevante, porém, não é tecnológico em si, mas organizacional.

Ao integrar informações antes dispersas, o setor passa a operar com maior capacidade de planejamento, o que influencia diretamente nas decisões de expansão, manutenção e uso do solo urbano. Trata-se de uma transformação silenciosa, mas com efeitos cumulativos significativos.

Por que a infraestrutura cemiterial começa a ser tratada como tema urbano estratégico?

A crescente urbanização e a pressão por uso eficiente do solo trouxeram os cemitérios para o centro de debates de planejamento urbano. O que antes era tratado como uma questão periférica passa a ser considerado parte da infraestrutura essencial das cidades, com implicações diretas em sustentabilidade, mobilidade e organização territorial.

Nesse ponto, Tiago Oliva Schietti alude que essa integração entre setor e urbanismo não é opcional, mas inevitável diante das mudanças demográficas e da expansão das áreas urbanas. O planejamento passa a exigir visão de longo prazo e integração com políticas públicas.

O paradoxo é que, quanto mais o setor se moderniza internamente, mais ele se torna relevante para decisões urbanas externas, ampliando sua responsabilidade dentro do ecossistema das cidades.

O desalinhamento entre expectativas sociais e estruturas ainda em adaptação

Enquanto a modernização avança nos bastidores, as expectativas das famílias em relação aos serviços de organização e memorialização também se transformam. Há uma demanda crescente por previsibilidade, transparência e personalização, o que pressiona estruturas que ainda operam com modelos híbridos entre o tradicional e o digital.

Tiago Oliva Schietti aparece nesse debate como referência para compreender esse desalinhamento entre evolução estrutural e percepção pública. Em muitos casos, a transformação já ocorreu internamente, mas ainda não foi plenamente assimilada na experiência final do usuário.

Além disso, estes fatores criam um desafio adicional: comunicar eficiência em um setor em que a percepção ainda é fortemente influenciada por modelos antigos de operação, exigindo não apenas modernização técnica, mas também evolução institucional.

A modernização silenciosa como processo contínuo de reconfiguração do setor

A transformação em curso não pode ser entendida como um estágio concluído, mas como um processo contínuo de reconfiguração. O setor funerário passa a incorporar elementos de gestão urbana, tecnologia e planejamento estratégico de forma progressiva, redefinindo sua posição dentro da estrutura das cidades.

Tiago Oliva Schietti conclui que a modernização não é um evento isolado, mas uma mudança de paradigma que envolve múltiplos níveis de adaptação. O desafio não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em reorganizar a forma como o setor se entende dentro do contexto urbano contemporâneo.

O que se desenha é um cenário em que eficiência operacional, integração tecnológica e planejamento territorial deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos estruturais. E é justamente nessa transição silenciosa que o setor redefine seu papel, sem ruptura aparente, mas com impacto cumulativo profundo.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Tag:O que aconteceu com Tiago Oliva SchiettiQuem é Tiago Oliva SchiettiTiago Oliva SchiettiTiago Oliva Schietti CVMTiago SchiettiTiago Schietti CVMTudo sobre Tiago Oliva Schietti
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