A produção de energia em escala residencial tem se tornado uma alternativa cada vez mais viável para reduzir custos e impactos ambientais, e o engenheiro Odair Jose Mannrich apresenta que a adoção de soluções sustentáveis começa pela compreensão das tecnologias disponíveis e de sua aplicação prática.
É importante entender que a geração de energia em casa não significa independência total da rede elétrica em todos os casos, mas sim a complementação do consumo por meio de fontes renováveis e estratégias de eficiência. Dessa forma, é possível reduzir a dependência de fontes convencionais e contribuir para a transição energética em nível local.
Se você se interessa em compreender como funciona a produção de energia e como fazê-la em casa, este artigo é para você! Saiba mais a seguir.
Energia solar fotovoltaica: a opção mais difundida
A tecnologia mais utilizada em residências é a geração solar fotovoltaica, que converte a radiação solar em energia elétrica por meio de painéis instalados em telhados ou estruturas elevadas. Essa energia pode ser consumida imediatamente ou injetada na rede, gerando créditos para uso em períodos de menor geração.
Tal como elucida Odair Jose Mannrich, o sistema possui vida útil longa e requer manutenção relativamente simples, basicamente limpeza periódica e inspeção dos equipamentos. Nesse sentido, apesar do investimento inicial, a energia solar apresenta bom retorno econômico ao longo dos anos, especialmente em regiões com alta incidência solar.
Biogás residencial e aproveitamento de resíduos
Outra alternativa sustentável, embora menos difundida em áreas urbanas, é a produção de biogás por meio de biodigestores. Esses sistemas utilizam resíduos orgânicos, como restos de alimentos e dejetos animais, para produzir gás combustível e biofertilizante, informa Odair Jose Mannrich.
Em propriedades rurais e residências com maior geração de resíduos orgânicos, o biodigestor pode suprir parte das necessidades energéticas para cocção ou aquecimento de água. De igual modo, o aproveitamento do resíduo final como fertilizante fecha o ciclo de reaproveitamento, reduzindo a necessidade de insumos externos.
Entretanto, a viabilidade do biogás em áreas urbanas é limitada por questões de espaço, manejo de resíduos e exigências sanitárias. Por esse motivo, sua aplicação deve ser avaliada caso a caso, considerando normas locais e capacidade de operação do sistema.

Eficiência energética como complemento da geração
Além da produção de energia, a redução do consumo é parte fundamental da estratégia sustentável. A substituição de lâmpadas por modelos LED, o uso de equipamentos mais eficientes e o aproveitamento da iluminação natural contribuem para diminuir a demanda energética da residência.
Odair Jose Mannrich ainda ressalta que sistemas de aquecimento solar de água reduzem significativamente o consumo de energia elétrica ou gás, especialmente em residências com alto uso de chuveiros elétricos. Dessa maneira, a eficiência energética atua como complemento direto à geração distribuída, ampliando os benefícios econômicos e ambientais.
Armazenamento de energia e autonomia parcial
Em alguns casos, a instalação de baterias permite armazenar a energia gerada durante o dia para uso noturno ou em situações de queda de fornecimento. No entanto, os sistemas de armazenamento ainda apresentam custos elevados e exigem avaliação técnica cuidadosa para garantir segurança e viabilidade econômica.
Em função disso, a maioria dos sistemas residenciais no Brasil opera conectada à rede, utilizando o mecanismo de compensação de energia como forma de equilíbrio entre geração e consumo. Essa configuração reduz a necessidade de grandes investimentos em baterias e mantém a confiabilidade do abastecimento.
Aspectos técnicos e regulatórios
A implantação de sistemas de geração residencial exige projeto técnico adequado, equipamentos certificados e conexão regulamentada à rede elétrica. Junto a isso, é necessário atender às normas de segurança e aos requisitos das concessionárias de energia.
Segundo o engenheiro Odair Jose Mannrich, a contratação de profissionais habilitados é fundamental para garantir que o sistema opere de forma eficiente e segura. Dessa forma, evitam-se problemas técnicos, riscos elétricos e dificuldades de homologação junto aos órgãos competentes.
Benefícios ambientais e impacto coletivo
A adoção de soluções de geração distribuída contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a diminuição da pressão sobre grandes usinas de geração. Além disso, sistemas descentralizados aumentam a resiliência do sistema elétrico como um todo.
Assim, quando múltiplas residências adotam soluções sustentáveis, o impacto coletivo se torna relevante para a matriz energética e para as metas de redução de emissões. Com isso, Odair Jose Mannrich frisa que a escolha individual se reflete em benefícios sociais e ambientais mais amplos.
Sustentabilidade começa em decisões técnicas
Em síntese, produzir energia em casa é uma estratégia viável e cada vez mais acessível, desde que baseada em análise técnica e planejamento adequado. A combinação entre geração renovável e eficiência energética maximiza os resultados e amplia os benefícios ao longo do tempo.
Tal como considera Odair Jose Mannrich, a sustentabilidade na infraestrutura residencial depende de decisões bem informadas e soluções compatíveis com a realidade de cada imóvel. Quando tecnologia, planejamento e responsabilidade caminham juntos, a produção de energia em casa se torna um passo concreto rumo a um futuro mais sustentável.
Autor: Bertran Sacrablade