Paulo Roberto Gomes Fernandes avalia que o encontro promovido durante a International Pipeline Exposition, realizado em outubro de 2014 em Calgary, no Canadá, representou muito mais do que uma ação institucional pontual. À época, a iniciativa já revelava a importância da articulação entre empresas brasileiras e estrangeiras em um ambiente global cada vez mais competitivo, antecipando práticas de relacionamento e posicionamento que, em 2026, se tornaram essenciais para o desenvolvimento de negócios no mercado de oleodutos e gasodutos.
Naquele contexto, a feira internacional reunia centenas de empresas e profissionais interessados na evolução tecnológica e na integridade de dutos. O evento funcionava como um grande ponto de convergência entre operadores, fornecedores, engenheiros e representantes institucionais, criando um ambiente propício para trocas técnicas, prospecção de oportunidades e fortalecimento de parcerias internacionais.
A feira de Calgary como espaço de articulação internacional
Paulo Roberto Gomes Fernandes frisa que a International Pipeline Exposition sempre se destacou por reunir um público altamente qualificado, composto por empresas de diferentes países e segmentos da cadeia de óleo e gás. Em 2014, o evento já contava com a participação de mais de duzentas companhias, vindas de cerca de trinta nações, refletindo a dimensão global do setor de pipelines.
Além da exposição de tecnologias e serviços, a conferência técnica associada ao evento apresentava centenas de trabalhos voltados à integridade de dutos, segurança operacional e inovação em processos construtivos. Esse ambiente favorecia o intercâmbio de conhecimento e permitia que profissionais de diferentes mercados compartilhassem experiências sobre desafios comuns, como manutenção de ativos, prevenção de falhas e aumento da eficiência operacional.
O estande como ponto de encontro e geração de negócios
De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, a estratégia de transformar o estande em um espaço de convivência e relacionamento revelou-se um diferencial relevante naquele encontro. Ao reunir executivos, técnicos e representantes institucionais, o ambiente passou a funcionar como um verdadeiro ponto de conexão entre profissionais brasileiros e estrangeiros, ampliando as possibilidades de diálogo e cooperação.

A presença de representantes de grandes empresas do setor, além de entidades técnicas internacionais, contribuiu para elevar o nível das interações. Esses encontros informais, realizados paralelamente à programação oficial da feira, favoreceram discussões sobre tendências de mercado, projetos em andamento e possíveis colaborações futuras. Em 2026, esse tipo de abordagem é amplamente reconhecido como parte estratégica da construção de relacionamentos duradouros no setor de infraestrutura energética.
Reconhecimento institucional e valorização da inovação
Paulo Roberto Gomes Fernandes comenta que o reconhecimento institucional recebido durante o evento reforçou a relevância da inovação contínua no setor de pipelines. A homenagem concedida por uma das principais entidades técnicas internacionais do segmento evidenciou a importância do investimento constante em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento aplicado à engenharia de dutos.
Esse tipo de reconhecimento não se limita ao prestígio institucional, mas contribui para fortalecer a credibilidade técnica da empresa no mercado global. Ao longo dos anos, iniciativas voltadas à inovação passaram a ser cada vez mais valorizadas, especialmente em um setor onde segurança, confiabilidade e eficiência são fatores determinantes para a viabilidade de grandes projetos. Em retrospecto, o destaque obtido em 2014 antecipava um movimento que se consolidaria nos anos seguintes.
Lições do encontro de 2014 sob a perspectiva atual
Sob a ótica de Paulo Roberto Gomes Fernandes, o encontro realizado em Calgary, em 2014, oferece lições importantes quando analisado a partir de 2026. A construção de redes internacionais, o investimento em inovação e a presença ativa em fóruns globais mostraram-se elementos fundamentais para a inserção competitiva de empresas brasileiras em um mercado altamente especializado.
O evento demonstrou que feiras e conferências internacionais não se limitam à exposição de produtos, mas funcionam como plataformas estratégicas para posicionamento, aprendizado e geração de oportunidades. Ao olhar para aquele encontro com o distanciamento do tempo, torna-se evidente que iniciativas voltadas ao relacionamento e à troca de conhecimento contribuíram para fortalecer a integração do Brasil ao cenário global de pipelines, consolidando práticas que hoje fazem parte da rotina do setor.
Autor: Bertran Sacrablade