A saúde intestinal é um tema que ganhou destaque nos últimos anos por envolver muito mais do que a digestão dos alimentos, como destaca Alexandre Costa Pedrosa. Tendo isso em vista, o intestino exerce funções estratégicas que influenciam diretamente o equilíbrio físico e emocional do organismo, o que ajuda a entender por que ele é frequentemente chamado de “segundo cérebro”.
Essa visão amplia a forma como o cuidado com o corpo deve ser compreendido no dia a dia, indo além de hábitos isolados. Interessado em saber mais sobre? Nos próximos parágrafos, abordaremos como essa conexão acontece e por que ela merece mais atenção e cuidado.
O que significa ter o intestino como “segundo cérebro”?
O intestino é chamado de “segundo cérebro” porque possui uma rede própria de neurônios, conhecida como sistema nervoso entérico. Essa estrutura permite que ele funcione de forma relativamente independente, enviando e recebendo sinais constantes do cérebro principal. De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, essa comunicação contínua explica por que alterações intestinais podem refletir em sensações como bem-estar, ansiedade ou cansaço persistente.
Ademais, a saúde intestinal está ligada à produção de neurotransmissores importantes. Uma parte significativa da serotonina, substância associada ao humor e à sensação de equilíbrio, é produzida no intestino. Logo, quando o ambiente intestinal está desequilibrado, esse processo pode ser afetado, interferindo no funcionamento global do organismo.
No final, essa relação mostra que cuidar do intestino não é apenas uma questão digestiva. Trata-se de um cuidado integrado, que envolve escolhas alimentares, rotina de sono e manejo do estresse, fatores que atuam de forma conjunta sobre o eixo intestino-cérebro, conforme frisa Alexandre Costa Pedrosa.
Como a microbiota intestinal se comunica com o cérebro?
A microbiota intestinal é formada por trilhões de microrganismos que vivem no intestino e desempenham funções essenciais. Esses microrganismos participam ativamente da comunicação com o cérebro por meio de vias nervosas, hormonais e imunológicas, influenciando respostas emocionais e cognitivas.
Desse modo, quando a saúde intestinal está em equilíbrio, a microbiota contribui para a produção de substâncias que favorecem a estabilidade do humor e a clareza mental. Em contrapartida, desequilíbrios nesse ecossistema podem gerar sinais inflamatórios que impactam negativamente o funcionamento cerebral, criando um ciclo de desconforto físico e emocional.

Segundo Alexandre Costa Pedrosa, essa troca constante reforça a importância de manter hábitos que favoreçam a diversidade da microbiota. Uma alimentação variada e rica em fibras, por exemplo, ajuda a sustentar esse equilíbrio e fortalece a conexão saudável entre intestino e cérebro.
De que forma a saúde intestinal influencia a imunidade e o humor?
A maior parte das células de defesa do organismo está concentrada no intestino. Por isso, a saúde intestinal tem papel decisivo na imunidade, ajudando o corpo a responder melhor a agentes externos. Como expõe Alexandre Costa Pedrosa, um intestino saudável atua como uma barreira eficiente, reduzindo inflamações e fortalecendo as defesas naturais.
Aliás, essa atuação imunológica também se reflete no humor. Processos inflamatórios intestinais podem interferir na comunicação com o cérebro, favorecendo sensações de irritabilidade, desânimo ou falta de concentração. Quando o intestino funciona bem, o organismo tende a manter respostas mais equilibradas ao estresse cotidiano. Portanto, cuidar do intestino é uma estratégia preventiva que impacta diferentes sistemas do corpo.
Hábitos que favorecem a saúde intestinal no dia a dia
Em suma, manter a saúde intestinal depende de escolhas consistentes e acessíveis. Pequenas mudanças na rotina podem gerar efeitos positivos ao longo do tempo. Isto posto, entre os hábitos mais relevantes, destacam-se alguns pontos essenciais.
- Alimentação rica em fibras: frutas, legumes, verduras e grãos integrais ajudam a nutrir a microbiota e favorecem o bom funcionamento intestinal.
- Hidratação adequada: a ingestão regular de água auxilia o trânsito intestinal e a absorção de nutrientes.
- Rotina de sono equilibrada: dormir bem contribui para a regulação dos sistemas digestivo e nervoso.
- Manejo do estresse: práticas que reduzem a tensão diária ajudam a preservar o equilíbrio entre intestino e cérebro.
Esses cuidados, quando aplicados de forma contínua, fortalecem a saúde intestinal e promovem reflexos positivos em todo o organismo. De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, a constância desses hábitos é mais importante do que mudanças bruscas ou temporárias.
Cuidar do intestino é cuidar do corpo como um todo
Em última análise, a relação entre intestino, cérebro, imunidade e emoções mostra que o organismo funciona de maneira integrada. Compreender essa conexão amplia a percepção sobre saúde e reforça a importância de escolhas conscientes no cotidiano. Desse modo, a saúde intestinal, nesse contexto, deixa de ser um tema isolado e passa a ocupar um papel central no bem-estar geral.
Autor: Bertran Sacrablade